terça-feira, 9 de julho de 2013

O AMOR É UMA FLOR DELICADA

Não existem conquistas definitivas, 
salvo para aqueles que nos deixam 
no auge do apego. 
Aí sim, as pessoas ficam irreversivelmente gravadas dentro do nosso coração e nós no delas. 
Se não podemos explicar os porquês das chamadas de um coração, podemos, portanto, compreender a importância do exercício diário, na manutenção dos sentimentos do outro.  
Ninguém pertence a ninguém, 
as pessoas doam-se e acolhem-se.
O amor é uma flor muito delicada, mesmo se vestida de grandiosas e maravilhosas formas.
O amor é uma flor singela, frágil e bela e é preciso recebê-lo com mãos ternas, como se sua vida dependesse de nossa acolhida.
Frequentemente somos meio desajeitados quando se trata de amor. 
Descuidamos dos pequenos gestos que o nutrem, deixamos que a terra seque-se, substituímos atenções emocionais por outras que, mesmo importantes, não são suficientes ao mantimento para a durabilidade do amor. 
O amor nutre-se de carinhos e carícias. 
Sacia-se no abraço, cresce no beijo. 
Fortalece-se nos momentos a dois.
Achamos tempo para tanta coisa e nos dedicamos pouco a estar com o outro.
Pessoas às vezes que se amam muito afastam-se por falta de cuidado de ambas as partes. 
Os quereres confundem-se. 
Homens e mulheres são diferentes, isso é certo! Mas deve haver esse meio caminho onde as mãos acabam se encontrando, onde os dedos se entrelaçam e os desejos fundem-se numa mesma coisa. 
Ninguém conhece a verdadeira dor de perder antes de ter perdido de verdade. 
É depois, bem depois, que olhamos para trás e nos dizemos que teríamos vivido bem mais intensamente se tivéssemos carregado essa delicada flor bem mais pertinho do nosso coração.

Letícia Thompson

Nenhum comentário:

Postar um comentário