domingo, 2 de junho de 2013


O amor que sonho não conhece o tempo, não se desfaz no amanhecer, não se apaga com o vento, nem se rasga feito papel... O amor que sonho não conhece lágrimas, não se rende a migalhas... É um amor com gosto de entrega, do encontro de duas almas abençoadas pelo Céu.


_Sirlei L. Passolongo_

sábado, 1 de junho de 2013



Cânticos de Louvor


Quando a vida começava no mundo, os pássaros sofriam bastante.
Pousavam nas árvores e sabiam voar, mas como haviam de criar
os filhotinhos? Isso era muito difícil.
Obrigados a deixar os ovos no chão, viam-se,
quase sempre, perseguidos e humilhados.
A chuva resfriava-os e os grandes animais, pisando neles, quebravam-nos sem compaixão.
E as cobras? Essas rastejavam no solo, procurando-os para devorá-los, na presença dos próprios pais, aterrados e trêmulos.
Conta-se que, por isso, as aves se reuniram e rogaram
ao Pai Celestial lhes desse o socorro necessário.
Deus ouviu-as e enviou-lhes um anjo que passou
a orientá-las na construção do ninho.
Os pássaros não dispunham de mãos; entretanto, o mensageiro inspirou-os a usar os biquinhos e, mostrando-lhes os braços amigos das árvores, ensinou-os a transportar pequeninas migalhas da floresta, ajudando-os a tecer os ninhos no alto.
Os filhotinhos começaram a nascer sem aborrecimentos, e,
quando as tempestades apareceram, houve segurança geral.
Reconhecendo que o Pai Celeste havia respondido às suas orações, as aves combinaram entre si cantar todos os dias,
em louvor do Santo Nome de Deus.
Por essa razão, há passarinhos que se fazem ouvir pela manhã, outros durante o dia e outros, ainda, no transcurso da noite.
Quando encontrarmos uma ave cantando, lembremo-nos, pois, de que do seu coraçãozinho, coberto de penas, está saindo o eterno agradecimento que Deus está ouvindo nos céus.


Desconheço a autoria

A Melodia do Silêncio


Repara a melodia do silêncio nas criações divinas.
No Céu, tudo é harmonia sem ostentação de força.
O Sol brilhando sem ruído...
Os mundos em movimento sem desordem...
As constelações refulgindo sem ofuscar-nos...
E, na Terra, tudo assinala a música do silêncio, exaltando o amor infinito de Deus.
A semente germinando sem bulício...
A árvore ferida preparando sem revolta o fruto que te alimenta...
A água que hoje se oculta no coração da fonte, para dessedentar-te amanhã...
O metal que se deixa plasmar no fogo vivo, para ser-te mais útil.
O vaso que te obedece sem refutar-te as ordens...
Que palavras articuladas lhes definiriam a grandeza?
É por isso que o Senhor também nos socorre, através das circunstâncias que não falam, por intermédio do tempo, o sábio mudo.
Não quebres a melodia do silêncio, onde tua frase soaria em desacordo com a Lei de Amor que nos governa o caminho!
Admira cada estrela na luz que lhe é própria...
Aproveita cada ribeiro em seu nível...
Estende os braços a cada criatura dentro da verdade que lhe corresponda à compreensão...
Discute aprendendo, mas, porque desejes aprender, não precisas ferir.
Fala auxiliando, mas não te antecipes ao juízo superior, veiculando o verbo à maneira do azorrague inconsciente e impiedoso.
"Não saiba tua mão esquerda o que deu a direita" — disse-nos o Senhor.
Auxilia sem barulho onde passes.
Recorda a ilimitada paciência do Pai Celestial para com as nossas próprias faltas e ajudemos, sem alarde, ao companheiro da romagem terrestre. 
Que, muitas vezes, apenas aguarda o socorro de nosso silêncio, a fim de elevar-se à comunhão com Deus.

Meimei/Chico Xavier

O DIAMANTE


Um rei possuía um valioso diamante, um dos mais raros e perfeitos do mundo. 
Um dia o diamante caiu de grande altura e um arranhão estragou sua face. 
O rei chamou os melhores peritos para que tentassem corrigir a imperfeição. 
Mas todos concordaram que não poderiam retirar o arranhão sem cortar fora uma boa parte da superfície, assim reduzindo o peso e o valor do diamante. 
Finalmente apareceu um artesão, não tão famoso, que garantiu:
Tenho muito observado o maior artesão de todos e, com ele, muito aprendi. 
Posso lhe garantir que saberei reparar o diamante sem reduzir seu valor. 
Sua confiança era tanta que, convencido, o rei entregou o diamante ao homem. 
Depois de alguns dias, o artesão retornou com o diamante ao rei, que ficou surpreso ao descobrir que o feio arranhão tinha desaparecido e em seu lugar fora entalhada uma bela rosa. 
O arranhão anterior tinha se tornado o talo de uma rara flor! 
O rei, empolgado, falou ao artesão:
- Que belo trabalho, que ótima ideia.
Diga-me, quem é este grande artesão que é seu mestre? 
E o artesão respondeu:
- Deus, o artesão da vida
Deus está sempre, se permitimos, transformando nossos arranhões 
em algo de belo.


Desconheço a autoria

Tudo é Amor


Vida - É o Amor existencial.
Razão - É o Amor que pondera.
Estudo - É o Amor que analisa.
Ciência - É o Amor que investiga.
Filosofia - É o Amor que pensa.
Religião - É o Amor que busca Deus.
Verdade - É o Amor que se eterniza.
Ideal - É o Amor que se eleva.
Fé - É o Amor que se transcende.
Esperança - É o Amor que sonha.
Caridade - É o Amor que auxilia.
Fraternidade - É o Amor que se expande.
Sacrifício - É o Amor que se esforça.
Renúncia - É o Amor que se depura.
Simpatia - É o Amor que sorri.
Altruísmo - É o Amor que se engrandece.
Trabalho - É o Amor que constrói.
Indiferença - É o Amor que se esconde.
Desespero - É o Amor que se desgoverna.
Paixão - É o Amor que se desequilibra.
Ciúme - É o Amor que se desvaira.
Egoísmo - É o Amor que se animaliza.
Orgulho - É o Amor que enlouquece.
Sensualismo - É o Amor que se envenena.
Vaidade - É o Amor que se embriaga.
Finalmente, o ódio, que julgas ser a 
antítese do Amor, não é senão o próprio 
Amor que adoeceu gravemente.

Francisco Cândido Xavier